segunda-feira, 23 de abril de 2018

A minha experiência com o coletor menstrual


Olá visitantes :-) 

Quero compartilhar com vocês a minha experiência com o coletor menstrual.

Depois de pensar, pensar, pensar decidi pelo coletor por:

✓ ser sustentável, os coletores possuem em média 10 anos de validade;
✓custo x benefício: um kit com dois coletores custa em média R$ 80,00, então você pode dividir com a coleguinha saindo R$ 40,00 para cada. Um pacote de absorvente custa em média R$ 20,00 (e dependendo do fluxo precisamos comprar mais de um pacote), ou seja, em no máximo 02 meses recupera-se o investimento com o coletor;
✓liberdade para fazer diversas coisas: o coletor precisa ser trocado =a cada 12 horas mais ou menos e eu sempre tive problemas de estar em reuniões de trabalho preocupada em vasar, ou até mesmo sentir um cheirinho ruim.

Escolhi o coletor da Fleurity (https://loja.fleurity.com.br/). Comprei o coletor e no primeiro mês esterilizei em uma panela que separei só para isso. Depois comprei também o porta esterilizador para micro-ondas. A entrega da Fleurity aconteceu no prazo, a embalagem e as instruções foram perfeitas também. Acabei comprando coletores coloridos, mas algumas amigas sugeriram agora o incolor. Não sei se fiz a melhor escolha, mas estou bem satisfeita 

O que eu descobri na prática?

✓Que a adaptação não foi tão instantânea para mim como outras meninas. Cheguei a duvidar que conseguiria. No primeiro dia que coloquei foi tudo tranquilo, mas porque o meu fluxo ainda estava apenas começando. No segundo vazou tudo, tudo, tudo e a minha sorte foi que era um domingo e eu estava em casa. Tive dificuldade para criar o vácuo do coletor no meu corpo apesar de assistir vários vídeos no YouTube. A bem verdade é que eu estava um tanto quanto desconectada do meu corpinho;

✓Eu senti dor para tirar o coletor. Bom, se tem um vácuo precisa tirar o vácuo para sair suavemente, certo? Pois é, eu nem pensei nisso e puxei com tudo. Pense na dor;

✓Bom, sangue coletado e aí, o que fazer com ele? Pesquisei e descobri que o sangue menstrual é um biofertilizante incrível, rico em potássio e fósforo. A partir da primeira coleta já coloquei o sangue nas plantinhas aqui de casa. Não consigo descrever a emoção de fazer isto e o que o meu inconsciente metaforizou para acolher tão bem a prática, mas a sensação foi de conexão com o TODO. Depois descobri que as pessoas chamam isto de Plantar a Lua, e que trata-se de um ritual lá do período matriarcal onde as mulheres devolviam para a terra o maná recebido, em sinal de gratidão. Estou a cada dia fazendo as pazes com o meu corpo e isto é transformador;

✓Também comecei o usar o meu sangue como tinta. Este é um quadro que pintei no dia 22/04/2018. Tenho aprendido a me expressar, sempre tive facilidade em falar de assuntos triviais mas travava ao falar de algo que tivesse ferido a minha alma. Me expressando com os desenhos, pinturas e o meu sangue percebo que tenho falado mais.

Bom, para finalizar, acho que cada mulher tem uma anatomia e poderá se adaptar ou não ao coletor, o importante é estar conectada com o corpo e pelo menos se questionar: Será que o sangue menstrual é sujo? Por que nos fazem acreditar nisto?

Para mim, o coletor foi uma ferramenta chave para um processo de cura. Tenho como muitas outras mulheres feridas profundas e aos 36 anos até ainda não havia olhado corajosamente de frente para muitas delas. O meu corpo tem me ajudado. O meu sangue também.

Ah, as plantinhas estão verdes e lindas. Depois tiro algumas fotos e coloco aqui no blog.

Dica de vídeo no YouTube sobre Plantar a Lua: https://www.youtube.com/watch?v=s0tYqQ68qnA

Que sigamos, resgatando o auto-amor. Dizem que quando uma mulher se cura, suas manas também são curadas. E assim é!


A minha experiência com o coletor menstrual

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